Imagem corporal: entre o corpo que você vê e o corpo que você vive
Nosso corpo não é apenas aquilo que vemos no espelho. É também onde sentimos, nos movimentamos, nos expressamos e vivenciamos nossas experiências. Ainda assim, ao longo da vida, podemos aprender a olhar para ele principalmente a partir da aparência, da comparação e das expectativas sobre como deveríamos ser.
Quando a relação com o corpo se torna difícil, é possível que a atenção fique constantemente voltada para aquilo que parece estar errado ou precisa ser mudado. O espelho, as roupas, as fotos e a comparação com outras pessoas podem passar a ocupar um espaço significativo, afastando você da experiência de simplesmente estar no próprio corpo.
Alguns sinais de que essa relação pode estar gerando sofrimento incluem:
preocupação frequente com a aparência, peso ou medidas;
comparação constante com outras pessoas;
autocrítica diante do próprio corpo;
dificuldade em aceitar mudanças naturais do corpo;
evitar determinadas roupas, fotos, espelhos ou situações sociais;
sentir vergonha ou desconforto ao estar no próprio corpo;
deixar de viver experiências por preocupação com a aparência;
perceber seu valor pessoal como muito ligado à forma como você se apresenta;
dificuldade em perceber e respeitar as próprias necessidades corporais.
Podemos olhar para essa experiência a partir do que acontece aqui e agora: o que você sente quando olha para o próprio corpo? Que pensamentos aparecem? Como você se trata nesses momentos? O que acontece com você quando percebe que está se comparando ou se cobrando?
Mais do que buscar uma imagem corporal “ideal”, o processo terapêutico pode abrir espaço para perceber como você se relaciona com o próprio corpo, quais padrões foram construídos nessa relação e o que pode surgir quando você passa a se escutar de uma maneira diferente.
Como tem sido habitar o seu corpo?
A psicoterapia pode ser um espaço de presença e contato para compreender essa experiência e construir uma relação mais consciente e possível com o corpo: não a partir da obrigação de amá-lo, mas da possibilidade de reconhecê-lo e habitá-lo com menos julgamento.
